PROTEÇÃO DE CULTIVOS

Na agricultura, os defensivos agrícolas – também conhecidos como agroquímicos, agrotóxicos, pesticidas, praguicidas ou produtos fitossanitários – são substâncias químicas ou biológicas que estão entre as tecnologias usadas nas lavouras. Eles existem para proteger os cultivos do ataque e da proliferação de fungos, bactérias, ácaros, vírus, plantas daninhas, nematoides e insetos considerados pragas ou causadoras de doenças, garantindo alimento saudável à mesa da população.

No Brasil, o ataque de pragas é mais severo por conta das condições climáticas de um país tropical, que apresenta características que alternam entre seco e úmido. Nas estações da primavera e verão, temos maior umidade e altas temperaturas, já no outono e inverno, períodos mais secos e com temperaturas mais amenas, sem o inverno característico da Europa, Canadá e boa parte dos Estados Unidos. Afinal, as temperaturas mais baixas, incluindo a neve, evitam a reprodução das pragas, que tornam os alimentos impróprios para o consumo.

Por outro lado, esse mesmo clima favorece a biodiversidade, possibilita a produção de grande variedade de culturas e de até 3 safras por ano, dependendo da cultura, com recordes seguidos de produção e produtividade, ou seja, mais produção em uma mesma área.

O que são pragas?

São organismos nocivos que atacam e podem transmitir doenças às plantas. Elas diminuem a capacidade da cultura de produzir e reduzem também a qualidade dos produtos agrícolas. A praga compete com o ser humano por alimento. Atacar as plantações é a maneira que a praga encontra de sobreviver e se multiplicar.

Não controlar as pragas por meio de manejo ou de defensivos agrícolas tem um impacto direto no volume de alimento ou matéria-prima produzida. Ao produzir menos do que seria possível, os preços se elevam porque a demanda se mantém alta, porém, a oferta reduz à medida que as pragas inutilizam os alimentos para consumo.

Conheça as principais pragas, doenças e plantas daninhas

Ferrugem Asiática

Doença causada por fungo que ataca as folhas da planta. Nas plantas atingidas, se formam pequenos pontos de coloração escura em sua face superior da folha e, na parte inferior, podem se formar pequenas protuberâncias. A doença é disseminada pelo vento e, ao encontrar condições favoráveis para o seu desenvolvimento – umidade nas folhas e temperaturas amenas – se instala na lavoura. A ferrugem causa desfolhamento precoce, o que impede a formação completa dos grãos e reduz a produtividade.

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Ferrugem Asiática

Percevejo marrom da soja

Inseto de cor marrom que se alimenta do suco de ramos, hastes e vagens da planta. Seu ataque pode causar a má formação dos grãos, tornando-os “chochos”, e diminuir a produtividade. Além disso, a infestação pode gerar a retenção foliar, o que dificulta a colheita, pois as folhas não caem quando deveriam.

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Percevejo marrom da soja

Lagarta da soja

Quando pequenas, as lagartas dessa espécie podem ser identificadas por sua coloração verde e, quando maiores, são esverdeadas ou amarronzadas e possuem três linhas brancas longas nas costas. Geralmente essa praga se alimenta das folhas do terço superior da soja. Se não controlada, pode causar 100% de desfolha nas plantas atacadas.

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Lagartas

Lagarta-falsa-medideira

Quando nascem, têm coloração verde clara e possuem listras brancas longas e pontos pretos nas costas. Quando adultas, se tornam mariposas com asas de coloração marrom e com duas manchas prateadas no primeiro par de asas. Geralmente, as lagartas falsas-medideiras podem ser localizadas no terço final da soja. Se alimentam das folhas sem atingir as nervuras. Quando pequenas, raspam as folhas causando manchas claras. Conforme crescem, o ataque se intensifica e podem destruir completamente as folhas e danificar até as hastes mais finas da planta.

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Lagarta-falsa-medideira

Capim amargoso

Planta daninha da família das gramíneas. Possui ciclo duradouro e tem grande facilidade de adaptação a diferentes climas e solos. Seus cachos, similares a plumas, produzem mais de 100 mil sementes que são facilmente disseminadas pelo vento. Seus caules têm capacidade de se regenerar mesmo após corte mecânico. Podem causar danos a lavoura por gerarem competição por água e nutrientes com a cultura principal.

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Capim amargoso

Doenças Iniciais

A maioria das doenças de importância econômica que ocorrem na cultura soja são transmitidas pelas sementes.
As sementes infectadas podem causar falhas no estabelecimento das lavouras, podridões e tombamentos de pré e pós-emergência e, na condição de fonte de inóculo primário, dar início ao desenvolvimento de doenças da parte aérea.
As principais doenças nas sementes de soja são:
Antracnose (Colletotrichum truncatum), Seca da haste e da vagem (Diaporthe phaseolorum var. sojae); Mancha púrpura das sementes e crestamento foliar (Cercospora kikuchii); Mancha “olho-de-rã” (Cercospora sojina); Mancha parda (Septoria glycines); Cancro da haste (Diaporthe phaseolorum f. sp. meridionalis); Podridão branda da haste e da vagem (Sclerotinia sclerotiorum); Mancha alvo (Corynespora cassiicola).

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Doenças Iniciais

Pragas iniciais

Em geral, os problemas relacionados às pragas se iniciam na lavoura com a presença de lagartas na cobertura a ser dessecada e de insetos de solo, seguidos pelas pragas de superfície, que atacam especialmente as plântulas.
Os sintomas dos danos por elas causados variam desde o murchamento e/ou o amarelecimento das folhas até a seca e morte da planta.
Entre as diversas pragas de solo que afetam a cultura da soja, as mais relevantes são:
Corós (Liogenys suturali, Liogenys fuscus, Phyllophaga cuyabana, Anomala testaceipennis); Percevejos (Scaptocoris castanea, Scaptocoris carvalhoi, Dichelops furcatus); Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus); Lagarta-rosca (Agrotis ípsilon); Larva alfinete (Diabrotica speciosa).

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Pragas iniciais

Antracnose

É uma das principais doenças da cultura da soja e pode infectar a planta em qualquer estágio do seu desenvolvimento.
Quando o fungo é transmitido pelas sementes, é possível observar sinais da doença durante a germinação, causando o tombamento da cultura e lesões necróticas na superfície das folhas, podendo causar a morte da planta. Já quanto a infecção ocorre em estágio mais avançados da lavoura, observa-se coloração castanho-escuro sobre as vagens, que ficam retorcidas.
Perdas podem ser de até 100% da produção se não tratada, no caso de variedades de soja mais sensíveis à doença.

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Antracnose

Lagarta-do-Cartucho

A lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda, também conhecida como lagarta-militar, é um dos principais insetos-praga da cultura da soja no Brasil.
Alimenta-se mais ativamente à noite e em dias nublados. Em dias ensolarados, esconde-se no solo, em rachaduras ou sob torrões e restos culturais. Geralmente ocorre em focos, causando danos em áreas restritas mas que tendem a se expandir.
A lagarta-do-cartucho pode causar danos em todos os estádios de desenvolvimento da soja. Na fase inicial, ataca a região do colo, cortando as plantas na base, o que provoca morte ou perfilhamento e prejudica o estabelecimento da cultura no campo. Eventualmente, a lagarta se alimenta das estruturas reprodutivas, como flores e vagens.

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Lagarta-do-Cartucho

Mosca-branca

De importância agrícola secundária por várias décadas, a B. tabaci transformou-se em uma das principais pragas em ecossistemas tropicais e subtropicais, em praticamente todas as regiões do mundo.
A mosca-branca é, hoje, considerada a praga de maior importância na agricultura nacional, por causar danos diretos e indiretos às plantas.
Em condições de população muito elevada, especialmente as ninfas, excretam substâncias açucaradas em grande quantidade, proporcionando o desenvolvimento da fumagina, um fungo que se desenvolve nas folhas, tornando-as escuras, o que prejudica a realização da fotossíntese. Todo este processo acarreta perdas que, dependendo do nível populacional da mosca e do estádio de ocorrência na cultura, pode chegar até a 100%.

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Mosca-branca

Percevejo castanho de raiz

Em geral é uma praga de difícil controle devido ao seu hábito subterrâneo. Medidas como preparo de solo atuam como forma de controle local, mas podem apresentar efeito contrário, pois a praga tende a buscar maiores profundidades para adaptação e sobrevivência, a busca por profundidade se dá também em períodos de longa estiagem onde a praga se aprofunda no solo em
As plantas atacadas apresentam desenvolvimento inferior ao restante da cultura e alguns sintomas de deficiência nutricional e hídrica. Esses problemas ocorrem em razão da sucção da seiva e da injeção de substâncias tóxicas. As plantas enfraquecidas podem morrer.

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Percevejo castanho de raiz

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Lagarta-do-cartucho

Essa lagarta pode ser identificada por sua coloração verde, com pontos pretos em pares ao longo das costas e cabeça quase preta. Logo após nascimento, se alimentam das folhas da planta. Após alguns dias, migram para o interior do cartucho, onde é possível observar seus dejetos. As lagartas destroem o cartucho, danificam a espiga e podem perfuram a base da planta e atingir seu ponto de crescimento. Se não forem controladas, causam danos expressivos à produtividade da lavoura, que se acentuam no período de seca.

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Lagarta-do-cartucho

Ferrugem Polisora

Doença, causada por um fungo, que pode ser identificada por manchas e pontos de coloração amarela, dourada ou marrom. Geralmente fica na parte superior das folhas ou nas partes onde as folhas se prendem ao caule, mas pode ocorrer em todas as partes verdes da planta. Clima quente e com alta umidade do ar são fatores favoráveis ao seu aparecimento. Essa doença, quando não controlada, causa redução da área foliar, acamamento de plantas e diminuição do peso dos grãos, o que afeta a produtividade.

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Ferrugem

Soja voluntária

Ao ressemear uma área de rotação de cultura, a soja se tornar uma invasora, ou seja, uma planta daninha. Além da competição com a cultura por água e nutrientes, a soja nessa condição pode ser uma multiplicadora de doenças.

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Soja voluntária

Lagarta-da-espiga

Essas lagartas são identificadas por sua cabeça de coloração marrom clara. A mariposa dessa espécie coloca seus ovos no cabelo do milho. Inicialmente as larvas se alimentam dos cabelos do milho, o que pode causar falhas nas espigas. Com o passar do tempo, caminham em direção à ponta da espiga, onde se alimentam dos grãos em formação. Quando atacam a lavoura, podem causar a redução da fertilização e do peso dos grãos. Além disso, os orifícios deixados pelas larvas tornam a planta mais suscetível ao ataque de outras doenças.

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Lagarta-da-espiga

Lagarta Elasmo

Seus danos ocorrem nos primeiros estádios de desenvolvimento, até por volta de 30 dias após a emergência da planta.
É uma praga esporádica, porém, se alimentada de diversas culturas (como soja, milho e algodão), com grande capacidade de destruição num curto intervalo de tempo.
Em milho, alimenta-se internamente do colmo e caminha em sentido ascendente, em direção à região de crescimento da planta (gema apical), acabando por danificá-la, causando diminuição de seu porte ou até mesmo morte das folhas mais jovens, sintoma conhecido como “coração morto”. Em determinadas situações, os sintomas de ataque da lagarta elasmo não causam necessariamente o coração morto, mas brotações na base da planta.

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Lagarta Elasmo

Coró

Essas lagartas são identificadas por sua cabeça de coloração marrom clara. A mariposa dessa espécie coloca seus ovos no cabelo do milho. Inicialmente as larvas se alimentam dos cabelos do milho, o que pode causar falhas nas espigas. Com o passar do tempo, caminham em direção à ponta da espiga, onde se alimentam dos grãos em formação. Quando atacam a lavoura, podem causar a redução da fertilização e do peso dos grãos. Além disso, os orifícios deixados pelas larvas tornam a planta mais suscetível ao ataque de outras doenças.

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Coró

Percevejo da barriga verde

Os percevejos são insetos sugadores, isto é, alimentam-se introduzindo o aparelho bucal (estiletes) na fonte nutricional. Eles introduzem uma saliva que se solidificará, formando a chamada bainha alimentar. Depois, injetam uma saliva aquosa com enzimas digestivas, que pré-digerem o alimento, em seguida ocorre a ingestão.
Os insetos que estão no solo em razão do hábito de permanecerem na palhada, atacam o milho na região, causando pequenas perfurações. À medida que o milho cresce, a lesão aumenta formando áreas necrosadas.
Como resultado do dano, há o comprometimento do desenvolvimento das plantas de milho, que apresentam um aspecto popularmente chamado de “encharutamento” ou “enrosetamento”, com amarelecimento das folhas.

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Percevejo da barriga verde

Larva-alfinete

Nos últimos anos, com o incremento da área de safrinha, a larva-alfinete vem causando consideráveis danos ao milho.
Os danos são causados pelas larvas e pelos adultos. As larvas são conhecidas como larva-alfinete e alimentam-se das raízes das plantas, o que reduz a sustentação e a absorção de água e nutrientes.
Já os adultos fazem perfurações e cortes em brotações, folhas, botões florais e flores. Quando se alimentam das folhas, deixando-as raspadas, pode haver confusão com os danos iniciais da lagarta-do-cartucho. Também se alimentam do “cabelo” (estilo-estigmas), prejudicando a fertilização e formação dos grãos. Os prejuízos podem ultrapassar 70% quando a infestação é alta.

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Larva-alfinete

Larva angorá

Outra espécie de vaquinha, a larva-angorá tem hábitos muito semelhantes aos da larva-alfinete. Elas se assemelham até mesmo na aparência. A fase jovem desta espécie é que danifica sementes e raízes, causando ataques em reboleiras.
É considerada uma praga secundária do milho. Os danos são causados pelas larvas que se alimentam do endosperma das sementes que estão no solo, perfurando-as na região do embrião e destruindo a radícula. Os adultos podem causar danos mecânicos aos órgãos florais da cultura de algodão, sorgo e milho.

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Larva angorá

Mancha foliar

O patógeno está bastante disseminado nas áreas de cultivo de milho. Em condições favoráveis (alta umidade e temperaturas entre 18 e 27ºC).
Em lavouras mais sensíveis, pode causar danos significativos.
Os sintomas da doença ocorrem principalmente nas folhas. As perdas de rendimento podem ocorrer acima de 50%. Nas plantas adultas, a coloração passa para púrpuro avermelhada, a castanho amarelada e o centro torna-se amarelado a cinza, com margens amareladas. Posteriormente, com a frutificação do fungo, a lesão fica cinza-escura ou preta, dando à folha o aspecto de queima.

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Mancha foliar

Capim-colchão

O capim-colchão (também conhecido como milhã e capim-milhã) é uma das principais plantas daninhas do milho, presente em praticamente todas as áreas cultivadas com esta cultura no país.
É uma planta daninha bastante agressiva em solos férteis, e assim como outras plantas, promove interferências diretas sobre o milho pela competição pelos recursos de crescimento, como água, luz, CO2 e nutrientes e exercem inibição química sobre o seu desenvolvimento, fenômeno esse conhecido como “alelopatia”.
O milho, apesar de ser bastante competitivo, pode ser severamente afetado pela interferência de plantas daninhas, reduzindo o seu crescimento e o rendimento de grãos em até 85%.

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Capim-colchão

Capim-pé-de-galinha

O capim-pé-de-galinha, é uma das principais plantas infestantes no mundo, encontrada em praticamente todas as regiões tropicais, subtropicais e temperadas do planeta.
Planta pouco exigente em relação ao tipo de solo e vai bem em solos compactados, daí sua presença marcante em beira de estradas e terrenos abandonados e rastros do pulverizador.
A cultura do milho, embora seja considerada competitiva, pode ser severamente afetada pela interferência de plantas daninhas, cujas perdas na produção podem atingir até 85%. O manejo de plantas invasoras na cultura do milho é uma das práticas mais importantes nos sistemas de produção.

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Capim-pé-de-galinha

Capim braquiária

Planta daninha de ciclo duradouro que apresenta ramos largos e espiguetas no cacho. Causa competição agressiva por água na lavoura, o que prejudica a produção. Surge principalmente nos períodos quentes do ano e pode dominar totalmente o ambiente que invade.

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Capim braquiária

Cigarrinha-da-raiz

Os machos desse inseto são de coloração avermelhada e as fêmeas de cor marrom
avermelhada. As fêmeas depositam seus ovos nas bainhas secas próximas ao solo.
Inicialmente, se fixam nas raízes para sugar o suco da planta. Os adultos vivem na parte aérea da cana. Causam estrias amarelas nas folhas e fraqueza do caule, prejudicando o desenvolvimento da planta.

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Cigarrinha-da-raiz

Bicudo-do-algodoeiro

Besouro de coloração cinza ou castanha, que ataca no início da floração até a colheita. O alvo inicial desse inseto são os botões florais, que acabam ficando com as folhas abertas, depois ficam amarelados e podem até cair. O bicudo também pode atacar as flores e as maçãs da planta. A infestação causa queda na qualidade da pluma e redução da produção.

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Bicudo-do-algodoeiro

Corda de Viola (Ipomoea spp)

Planta daninha tipo trepadeira que apresenta flores roxas. Compete por recursos como água, luz e nutrientes com a cultura do algodão e causa prejuízo à colheita, pois seus ramos se entrelaçam com os do algodoeiro e podem bloquear o cilindro das maquinas de colheita.

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Corda de Viola (Ipomoea spp)

Ramulária

Doença causada por fungo que afeta as folhas do algodoeiro. É caracterizada pela
formação de manchas de coloração branca ou amarelada, com aparência poeirenta, localizadas na face superior das folhas. Ocorre principalmente no final do ciclo e em áreas frias e úmidas. Causa redução da fotossíntese, secamento foliar e desfolha da planta. Também pode afetar as maçãs do baixeiro, ocasionando podridão.

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Ramulária

Lagarta-Elasmo

A Lagarta-elasmo tem destaque dentro do complexo de pragas de solo, e impacto direto e incisivamente na cultura do algodoeiro. O ataque logo após a emergência das plântulas, causa interferência em suas atividades vitais, impedindo a manutenção do crescimento e desenvolvimento, diminuindo consideravelmente a população final de plantas adultas, torna a Lagarta-elasmo um grande desafio para o cultivo do algodão.O ataque da lagarta ocorre através da alimentação do interior da plântula. Essa forma de ataque debilita a plântula pela destruição dos vasos do xilema, diminuindo a translocação de água. A plântula demonstra um murchamento durante períodos de altas temperaturas, sintoma típico pela dificuldade de translocação de água.

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Lagarta-Elasmo

Pulgão-do-algodoeiro

Com o aparecimento na lavoura ocorrendo quando as plantas atingem aproximadamente 20 centímetros, o pulgão é uma praga polífaga que pode atacar a planta de algodão em todo o seu ciclo de vida. A falta de alimento “força” a locomoção dos pulgões para plantas vizinhas, onde formam novas colônias. Os pulgões, com o seu aparelho bucal sugador, perfuram e sugam a seiva da planta ocasionando um encarquilhamento das folhas e deformação dos brotos prejudicando seu desenvolvimento. Ao se alimentar da seiva da planta de algodão o pulgão expele um liquido açucarado que ao cair sob as folhas dificulta a respiração e fotossíntese da planta contribuindo com o seu enfraquecimento.

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Pulgão-do-algodoeiro

Lagarta-do-cartucho

Podendo causar danos diretos danificando caule, folhas, botões, flores e maçãs, as lagartas do primeiro estádio de crescimento preferem danificar os botões florais raspando-os, ao se desenvolverem as lagartas podem ser encontradas dentro das flores ou na base das maçãs raspando até perfurar.

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Lagarta-do-cartucho

Lagarta Helicoverpa

Podendo causar danos diretos danificando caule, folhas, botões, flores e maçãs, as lagartas do primeiro estádio de crescimento preferem danificar os botões florais raspando-os, ao se desenvolverem as lagartas podem ser encontradas dentro das flores ou na base das maçãs raspando até perfurar.

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Lagarta Helicoverpa

Mosca-branca

A mosca-branca (Bemisia tabaci) é um inseto sugador que ataca diversas culturas agrícolas de importância econômica, como feijão, algodão, soja, uva, plantas ornamentais e hortaliças.
Ao se alimentar a mosca injeta toxinas através da saliva, podendo produzir diversos sintomas nas plantas, como paralisação do crescimento, diminuição da capacidade de produção de estruturas reprodutivas. A presença da praga pode ser notada quando, ao observar a face inferior das folhas é possível identificar pontuações amareladas e brancas, na face superior é possível observar manchas cloróticas com aspecto brilhante decorrentes da mela e quando os danos são observados durante a abertura das maçãs ocorre uma depreciação na qualidade da fibra.

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Mosca-branca

Podridão-das-raízes

A Rhizoctonia solani é facilmente encontrada nas regiões produtoras. O fungo ataca as sementes e plântulas de algodão, causando o tombamento de pré e pós-emergência, além de causar o apodrecimento das raízes.
A doença desenvolve-se bem em condições chuvosas. Os primeiros respingos de água são suficientes para iniciar a disseminação.
Os sintomas caracterizam-se inicialmente pelo murchamento das folhas com posterior tombamento das plântulas. Este fungo provoca lesões deprimidas e de coloração marrom-avermelhada no colo e nas raízes das plântulas de algodão. O fungo mantém-se de um ano para o outro, sob a forma de escleródios no solo, ou como micélio em resíduos vegetais existentes no solo.

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Podridão-das-raízes

Mofo-branco

O fungo possui capacidade de infectar folhas, haste e maçãs. Pode infectar mais de 400 espécies de plantas. O mofo-branco é uma doença de ocorrência regional devido a fatores epidemiológicos tais como presença de inóculo e condições climáticas.
O fungo pode infectar qualquer parte da planta desde folhas, haste e maçãs. Incialmente são lesões aquosas com abundância de micélio. Nas hastes pode ser observado um crescimento de coloração branca, aspecto “cotonoso”, tornando-as ressecados e quebradiços. Geralmente, os sintomas concentram no baixeiro das plantas.

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Mofo-branco

Capim-amargoso

O capim-amargoso (Digitaria insularis), quando desenvolvido, é evitado pelo gado por apresentar substâncias amargas, daí a origem de seu nome popular. É uma das principais plantas daninhas infestando cultivos no Brasil.
É uma planta que possui alta capacidade de competição, potencial infestante, desenvolvimento rápido e agressivo, além de reproduzir-se tanto por sementes quanto por rizomas e formar touceiras. Desenvolve-se bem em solos férteis, mas adapta-se bem em solos pobres e ácidos, superando muitas outras espécies.
Assim como outras plantas daninhas, promove interferências diretas sobre o algodão pela competição pelos recursos de crescimento.

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Capim-amargoso

Capim-pé-de-galinha

O capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) está entre as plantas daninhas mais frequentes em lavouras anuais e vem aumentando significativamente nas lavouras de algodão.
Planta pouco exigente em relação ao tipo de solo e vai bem em solos compactados, daí sua presença marcante em beira de estradas e terrenos abandonados e rastros do pulverizador.

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Capim-pé-de-galinha

Bicho Mineiro

As mariposas dessa espécie são brancas e colocam seus ovos na face superior da folha. Ao saírem dos ovos, as lagartas vão para o interior da folhagem para se alimentar. Esse inseto ataca principalmente as folhas do terço superior do cafeeiro. O bicho mineiro possui hábito noturno e o seu ataque ocorre durante todo o ano, mas é mais intenso entre os meses de outubro e junho. As regiões da planta afetadas pelo inseto secam e adquirem coloração marrom, que cedem ao serem apertadas. Essa infestação pode causar desfolhamento do pé de café, o que reduz sua capacidade de realização de fotossíntese e acarreta a diminuição da produção.

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Bicho Mineiro

Ferrugem do Cafeeiro

Doença causada por fungo. Nas plantas atacadas, surgem pequenas manchas de coloração amarela clara na face inferior das folhas. Com o passar do tempo, as manchas ficam maiores e passam a ter cor mais alaranjada e aspecto poeirento. Também surgem lesões amarelas na face superior das folhas. Essa doença causa queda precoce das folhas e ressecamento dos ramos, o que afeta a produção de frutos na safra seguinte. Em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento podem resultar em perdas de até 35% da produção. Já em períodos de longa estiagem, os prejuízos chegam a ultrapassar 50%.

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Ferrugem do Cafeeiro

Trapoeraba

Planta daninha rasteira caracterizada por suas flores de coloração azulada. Ela se propaga por sementes aéreas e terrestres e por pedaços dos ramos. Tem preferência por solos argilosos, férteis, úmidos e com sombra. Além de prejudicar a cultura do café, por competir por água e nutrientes, também dificulta a colheita mecânica e pode ser hospedeira de outras pragas e doenças.

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Trapoeraba

Ferrugem do colmo

Doença causada por fungo que se caracteriza pela formação de manchas em formato de pontos com coloração amarelada. Conforme se desenvolve, essas manchas ficam maiores, em formato alongado e salientes. Afeta principalmente os caules e nas partes onde as folhas se prendem ao caule. Pode causar o tombamento da planta e o encolhimento dos grãos, o que reduz a produtividade.

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Ferrugem do colmo

Capim Arroz

Planta daninha que ocorre tanto em solos secos como inundados. Pertencente à família das gramíneas, pode chegar a medir até 1,4 metro de altura. Interfere no crescimento da cultura e reduz o rendimento dos grãos de arroz.

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Capim Arroz

Brusone

A brusone é a doença do arroz mais expressiva no Brasil e no mundo, provocando perdas significativas no rendimento das cultivares suscetíveis, quando as condições ambientais são favoráveis. As perdas na produtividade devido à brusone dependem, principalmente, do grau de resistência da cultivar, do estádio em que a lavoura é afetada e da severidade da doença. Os danos causados pela brusone em arroz de podem ser reduzidos significativamente através de práticas culturais, uso de fungicidas no tratamento de sementes e em pulverizações da parte aérea e pelo uso de cultivares moderadamente resistentes.

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Brusone

Escaldadura das folhas

A brusone é a doença do arroz mais expressiva no Brasil e no mundo, provocando perdas significativas no rendimento das cultivares suscetíveis, quando as condições ambientais são favoráveis. As perdas na produtividade devido à brusone dependem, principalmente, do grau de resistência da cultivar, do estádio em que a lavoura é afetada e da severidade da doença. Os danos causados pela brusone em arroz de podem ser reduzidos significativamente através de práticas culturais, uso de fungicidas no tratamento de sementes e em pulverizações da parte aérea e pelo uso de cultivares moderadamente resistentes.

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Escaldadura das folhas

Mancha-parda

Em termos de perdas, a doença carrega o estigma de ter causado a famosa “fome de Bengala”, em 1942. Embora a doença tenha expressado seu potencial destrutivo naquela ocasião, as perdas atribuídas a ela não são tão drásticas.
A mancha parda é favorecida por excesso de chuvas e por baixa luminosidade durante a formação dos grãos. Alta umidade e temperaturas entre 20°C e 30°C são condições ótimas para o desenvolvimento da doença.
Em ataques severos todos os grãos da panícula ficam manchados, resultando em espiguetas vazias e, consequentemente, em redução do peso destes. No beneficiamento os grãos manchados apresentam gessamento e coloração marrom-escura, interferindo na qualidade final da cultura.

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Mancha-parda

Bicheira-do-arroz

Oryzophagus oryzae é uma das espécies de insetos que mais causa danos à cultura do arroz irrigado no Brasil. Os cultivares precoces tendem a ser mais danificados do que os tardios. Em arrozais plantados a mais tempo, podem causar prejuízos de 20 a 30%.

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Bicheira-do-arroz

Pulgão-da-raiz

A população desse inseto é formada de fêmeas que se reproduzem sem acasalamento. Tanto as formas jovens como as adultas removem fluidos das plantas. Quando ocorrem em grande número, causam alteração no sistema radicular, amarelecimento das folhas e paralização do crescimento das plantas.
Os prejuízos são maiores nos anos de seca. Estes pulgões, além de sugarem a seiva das raízes, injetam toxinas, causando amarelecimento das plantas e paralisando o crescimento.

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Pulgão-da-raiz

Lagarta-da-panícula

Como as lagartas são difíceis de serem encontradas, é importante que após a emissão da panícula, sejam realizadas amostragens diárias, preferencialmente ao final da tarde, onde algumas lagartas podem ser encontradas nas folhas superiores. Além disso, ao abrir as plantas verificar se há parte das panículas ou grãos caídos no chão. Quando isto ocorre, os sintomas vão aumentar e medidas de controle devem ser adotadas, pois os prejuízos podem chegar a 20%.

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Lagarta-da-panícula

Capim-braquiária

O capim braquiária é uma forrageira de origem africana que está adaptada desde as regiões do Sul do Brasil até o Sul dos Estados Unidos. Apresenta um ciclo anual, com hábito decumbente, boa ressemeadura natural e longo período vegetativo se bem manejado, nasce espontaneamente como invasora em lavouras de verão quando apresenta a maior produção de forragem, perdurando até o início do outono, florescendo e desaparecendo com o frio.
Capim braquiária é muito agressiva na cultura do arroz, podendo reduzir até 90% da produtividade e 60% no desenvolvimento das plantas de arroz.

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Capim-braquiária

Tiririca

Planta invasora comum em terrenos úmidos. Espécie infestante em cultura de arroz irrigado, canais de irrigação e drenagem, margens de estradas e prefere solos inundados ou úmidos. Infesta, também, pastagens e gramados, mas pode ser invasora em culturas anuais.
Perdas de até 50% da produtividade e desenvolvimento de plantas.

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Tiririca

Bicheira-da-raiz

Tanto os adultos (gorgulho-aquático) quanto as larvas (bicheira-da-raiz) ocasionam danos à cultura do arroz irrigado em intensidade variável, dependendo do grau de infestação, do sistema de cultivo, da cultivar e da época de semeadura. No entanto, a fase de larva, que fica submersa no solo inundado, é a mais prejudicial à produtividade. Os adultos, ao entrarem na lavoura atacam as folhas, deixando cicatrizes longitudinais brancas, não causando danos. Em seguida, as fêmeas põem os ovos nas folhas e colmos, acima da lâmina da água surgindo as larvas que se alimentam no local da postura, e após 1 a 2 dias chegam as raízes, onde surgem as pupas.

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Bicheira-da-raiz

Antracnose

Doença causada por fungo e geralmente relacionada a sementes infectadas. Pode ser identificada por manchas escuras que se formam na face inferior das folhas sobre as nervuras. A doença pode afetar os caules. Nas vagens, causa lesões que parecem um contorno mais escuro e saliente, circundado por uma borda marrom-acinzentada. Os grãos afetados também apresentam manchas pretas ou lesões. Pode causar perda total da lavoura.

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Antracnose

Requeima

Doença causada por fungo que ataca as plantas, caule localizado abaixo do solo ou frutos. Pode ser identificada, inicialmente, por manchas pequenas de cor pardo-escura e que, com o passar do tempo, aumentam e ficam mais escuras, marrons ou pretas. As plantas afetadas exalam odor forte. É uma doença bastante agressiva e que pode destruir culturas inteiras em poucos dias. Para prevenir o aparecimento, evitar o excesso de água e o plantio em locais úmidos e frios.

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Capim Requeima

Pinta Preta

Doença causada por fungo que afeta folhas, ramos e principalmente os frutos. Os sintomas aparecem mais nas faces da planta que ficam expostas ao sol e podem demorar até um ano para se manifestar. É caracterizada por manchas escuras que se formam no fruto e podem aparecer do início da maturidade até o final da safra. Geralmente afeta pomares mais velhos e com plantas mal nutridas. O principal dano para a cultura atingida é a queda prematura dos frutos, que pode reduzir em até 85% a produção das plantas. Além disso, as manchas que causam nos frutos prejudicam a sua comercialização, diminuindo seu valor de mercado.

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Pinta Preta