SINDIVEG registra crescimento no setor de defensivos em balanço final de 2013

Expectativa para este ano também é otimista.
Área plantada no Brasil deve continuar a crescer e impulsionar o mercado.

São Paulo (SP), 23 de junho de 2014 – O ano de 2013 foi promissor para o setor de defensivos agrícolas, na opinião de Valdemar Fischer, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal – SINDIVEG. O forte crescimento registrado nas vendas desses produtos se justifica, principalmente, pela expansão da área cultivada no Brasil e, em especial, pela necessidade de combate às novas pragas no campo.

Em 2012, o setor agrícola já havia registrado uma safra recorde, com 185 milhões de toneladas, de acordo com dados da Conab – Companhia Nacional de Abastecimento. Segundo o IBGE, no ano passado, a produção cresceu ainda mais, alcançando as 188,2 milhões de toneladas. Para o executivo do SINDIVEG, o crescimento da safra, ano a ano, está diretamente ligado à aplicação de boas tecnologias no campo e ao manejo correto das culturas.

Cresce o mercado de inseticidas

Entre os defensivos mais comercializados, os inseticidas se destacaram. Nos anos anteriores, esses agroquímicos dividiam a participação no mercado com fungicidas e herbicidas. A perspectiva de comercialização em 2014 também dá sinais positivos. Os preços seguem com boa remuneração para o produtor, que deve ficar mais capitalizado e disposto a investir.

Nas vendas totais de defensivos, a participação percentual dos inseticidas aumentou de 37% em 2012 para 40% em 2013, atingindo a casa dos US$4,554 bilhões. Já o mercado de herbicidas cresceu 19%, ou US$3,739 bilhões, e os fungicidas registraram aumento de 5% totalizando US$2,592 bilhões. Os acaricidas e outros produtos somaram crescimento de 18% e 13%, movimentando, respectivamente, US$119 milhões e US$450 milhões.

Para o executivo do SINDIVEG, esse cenário contribuiu para que as vendas da indústria de defensivos agrícolas fossem elevadas em 18% entre os meses de janeiro e dezembro de 2013. O setor movimentou US$11,454 bilhões no período. Em 2012, foram US$9,710 bilhões.
Por Estado, os líderes em aplicação de tecnologia no campo em 2013 foram Mato Grosso, São Paulo e Paraná com US$2,508 bilhões, US$1,613 bilhões e US$1,355 bilhões, respectivamente.

Expectativas 2014

Para este ano, o SINDIVEG projeta um crescimento da ordem de 6% a 9% no mercado de agroquímicos. A principal razão para a expectativa otimista é o aumento previsto de 3% a 5% de área plantada, acrescido do uso intensivo de tecnologias de ponta.

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