Balanço 2015 – Setor de agroquímicos confirma queda de vendas

Seguindo as previsões divulgadas em dezembro do ano passado, o SINDIVEG – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal – confirma a queda de vendas de defensivos agrícolas em 2015. O balanço oficial anual do setor registrou redução de 21,56% em relação a 2014, totalizando US$ 9,6 bilhões.

Segundo dados da Kleffmann, a queda do setor no Brasil contribuiu muito para a redução do mercado global, que registrou queda de 9,8%, totalizando US$ 54,6 bi. É o primeiro ano em que o mercado global cai nesta década e põe fim a um período de crescimento de cinco anos.

No Brasil, dentre os motivos já apresentados para essa realidade, estão a desvalorização do Real, o contrabando, que já atinge níveis expressivos, e a dificuldade de obtenção de linhas de crédito rural por parte dos agricultores, que afeta o fluxo de compra dos mesmos e leva ao aumento dos estoques da indústria e canais de distribuição.

“A questão do crédito e a inadimplência no campo preocupa o setor significativamente. Por conta dessa condição, a indústria acaba financiando quase 70% das vendas aos agricultores”, comenta Silvia Fagnani, vice-presidente executiva do SINDIVEG.

Classes de produto
Os inseticidas continuam sendo a classe mais comercializada, porém em 2015 apresentaram redução percentual de 35,2% nas vendas. Apesar da demanda crescente do uso desses produtos em tratamento de sementes e no campo – devido ao número crescente de pragas – o mercado de agroquímicos como um todo está perdendo para a comercialização ilegal de produtos. Estudos atuais apontam que o contrabando pode atingir até 20% das vendas de defensivos agrícolas no Brasil.

Vendas-por-Classe3
Como exemplo deste grande descontrole do comércio ilegal na região, em 2014, o Paraguai importou US$ 110 milhões excedentes à necessidade interna de Benzoato de Emamectina, inseticida registrado em caráter emergencial para combate à praga Helicoverpa armigera. Esse excedente foi provavelmente todo destinado ao mercado brasileiro informalmente, sem registros de agrotóxico nem regularização das importações.

“A ilegalidade no mercado é um grande problema do setor, não somente pelas questões econômicas impactadas pela atividade irregular, mas, sobretudo, pela questão de segurança alimentar da população e risco de contaminação do meio ambiente. Desconhecemos a segurança desses produtos no campo, e por consequência, na mesa da população, uma vez que não passam pelo crivo das autoridades regulatórias”, completa Fagnani.

Vendas por Estado & Cultura – As vendas por Estado continuam sendo lideradas pelo Mato Grosso, seguido por São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. São Paulo teve sua participação aumentada devido à recuperação das lavouras de cana-de-açúcar, café e citrus.

Vendas-Principais-Culturas-Estados

Compartilhe agora:
Voltar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *